Rio cai 22 posições em ranking nacional de competitividade e fica fora do top 50 em quase todos os indicadores
27/08/2025
(Foto: Reprodução) Cristo Redentor e a Baía de Guanabara ao fundo
Divulgação
O Rio de Janeiro caiu 22 posições no Ranking de Competitividade dos Municípios 2025 e, agora, ocupa o 60º lugar entre 418 cidades brasileiras, segundo estudo divulgado nesta quarta-feira (27) pelo Centro de Liderança Pública (CLP).
O recuo do Rio foi resultado de perdas em 11 dos 13 indicadores analisados, com destaque para as quedas em Inserção Econômica (caiu 101 posições e ocupa o 176º lugar), Saneamento (-69, em 163º), Segurança (-38, em 204º) e Acesso à Saúde (-32, em 72º).
As perdas mais expressivas ocorreram em:
Crescimento dos empregos formais: queda de 267 posições (está na 405ª colocação);
Cobertura da coleta de resíduos domésticos: queda de 190 posições (está na 191ª colocação);
Cobertura do tratamento de esgoto: queda de 170 posições (está na 241ª colocação);
IDEB - Ensino médio: queda de 170 posições (está na 408ª colocação);
Crescimento da renda média do trabalho formal: queda de 156 posições (está na 380ª colocação).
Atualmente, o Rio figura no top-50 em apenas dois pilares: Inovação e dinamismo econômico (16º, apesar de queda de 5 posições) e Funcionamento da máquina pública (45º, com avanço de 11 colocações).
Segundo o CLP, o ranking se baseia em 65 indicadores distribuídos em 13 pilares temáticos, que avaliam desde a sustentabilidade fiscal até a qualidade da saúde e educação, além de infraestrutura, segurança e dinamismo econômico.
"Uma cidade eficiente é aquela que consegue gerar efeitos positivos e transformar a realidade da sociedade a partir de políticas públicas baseadas em dados, com um uso racional de recursos. Esse trabalho se torna ainda mais importante em ano eleitoral. O Ranking é uma ferramenta primordial para nortear as gestões dos novos prefeitos nos quatro cantos do país”, destaca Tadeu Barros, diretor-presidente do CLP.
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Veja posição do Rio em diferentes indicadores:
Educação
Alunos em tempo integral – Educação infantil: 90º
Alunos em tempo integral – Ensino fundamental: 38º
Alunos em tempo integral – Ensino médio: 259º
ENEM: 67º
IDEB – Ensino fundamental anos finais: 101º
IDEB – Ensino fundamental anos iniciais: 172º
IDEB – Ensino médio: 408º
Qualidade da educação: 212º
Acesso à educação: 130º
Saúde
Acesso à saúde: 72º
Qualidade da saúde: 241º
Mortalidade materna: 276º
Mortalidade na infância: 259º
Mortalidade nos transportes: 116º
Cobertura vacinal: 121º
Cobertura de saúde suplementar: 33º
Atendimento pré-natal: 93º
Obesidade na infância: 271º
Desnutrição na infância: 136º
Segurança
Segurança: 204º
Mortes violentas intencionais: 238º
Mortalidade de jovens por razões de segurança: 247º
Saneamento e Meio Ambiente
Cobertura da coleta de esgoto: 131º
Cobertura do tratamento de esgoto: 241º
Cobertura do abastecimento de água: 267º
Destinação do lixo: 1º
Áreas recuperadas (Meio Ambiente): 185º
Emissões de gases de efeito estufa: 93º
Desmatamento ilegal: 205º
Telecomunicações
Telecomunicações: 408º
Acessos de banda larga: 215º
Acessos de banda larga – Alta velocidade: 298º
Acessos de telefonia móvel: 46º
Acessos de telefonia móvel – 4G: 397º
Economia e Mercado de Trabalho
Economia: 62º
Complexidade econômica: 28º
Tempo para abertura de empresas: 132º
Crédito per capita: 23º
Crescimento da renda média do trabalho formal: 380º
Crescimento do PIB per capita: 324º
Crescimento dos empregos formais: 405º
Formalidade no mercado de trabalho: 81º
Empregos no setor criativo: 22º
Inovação e dinamismo econômico: 16º
Sustentabilidade Fiscal e Gestão Pública
Dependência fiscal: 7º
Endividamento: 382º
Custo da função administrativa: 62º
Custo da função legislativa: 343º
Qualificação do servidor: 57º
Capital Humano e Pesquisa
Capital humano: 68º
Qualificação dos trabalhadores em emprego formal: 26º
Recursos para pesquisa e desenvolvimento científico: 18º
População vulnerável: 124º
Geral: 60º
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Niterói avança e se destaca
Enquanto a capital fluminense despenca, Niterói atingiu sua melhor posição desde a criação do levantamento e entrou para o top-20 nacional, ocupando a 19ª colocação após subir três posições.
Niterói sobe 19 posições em ranking nacional de saneamento
O desempenho foi impulsionado pelos bons resultados em Saneamento (9ª), Sustentabilidade Fiscal (14ª), Inovação e Dinamismo Econômico (17ª) e Capital Humano (25ª).
Niterói lidera ranking nacional em diversos itens, como:
Velocidade do desmatamento ilegal (1ª posição);
Cobertura da coleta de resíduos domésticos (1ª posição);
Destinação do lixo (1ª posição);
Cobertura do abastecimento de água (1ª posição).
A comparação entre os dois maiores municípios fluminenses revela trajetórias opostas. De um lado, a capital sofrendo perdas em quase todos os indicadores. De outro, Niterói consolidando avanços e se aproximando das cidades mais competitivas do Brasil.
Desempenho desigual na Baixada Fluminense
O levantamento também expôs contrastes entre alguns municípios da Baixada Fluminense.
Moradores de Japeri amanheceram ilhados por causa do alagamento.
Reprodução / TV Globo
Mesquita, por exemplo, aparece entre os destaques nacionais ao conquistar a 9ª posição no pilar de segurança, um resultado que contrasta com o de Japeri, que permanece entre os piores colocados do ranking geral, na posição 317ª.
Japeri também figura entre os piores colocados em outros indicadores. A cidade aparece na 411ª posição em Acesso à educação e Acesso à saúde, além de estar entre os últimos em Acessos de banda larga e Taxa líquida de matrícula no ensino médio.
Além disso, outros municípios fluminenses apresentaram desempenhos de destaque em áreas específicas. Belford Roxo figura em 7º lugar em Inserção Econômica.
Fora da Baixada Fluminense, outro destaque do levantamento no estado ficou com São Pedro da Aldeia, que aparece em 7º em Telecomunicações.
Entre as cidades do Estado do Rio de Janeiro, Petrópolis foi o município que mais subiu no ranking (+30 posições), enquanto Saquarema registrou a maior queda (-102 posições).